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No dia 4 de abril de 2026, a plataforma de streaming Netflix adiciona ao seu catálogo o longa-metragem Rio, Eu Te Amo. A obra é o terceiro capítulo da franquia internacional “Cities of Love”, criada por Emmanuel Benbihy, que anteriormente homenageou as cidades de Paris e Nova York. Lançado originalmente nos cinemas em 2014, o filme propõe uma celebração da cidade através de diferentes perspectivas cinematográficas.
Mosaico de histórias e bairros
O projeto é estruturado em dez curtas-metragens dirigidos por cineastas brasileiros e estrangeiros, onde cada segmento revela um bairro e uma característica marcante do Rio de Janeiro. O elenco conta com nomes de peso como Fernanda Montenegro, Rodrigo Santoro, Bruna Linzmeyer e Vincent Cassel.
Entre os curtas que compõem a obra, destacam-se:
- Dona Fulana: Dirigido por Andrucha Waddington, apresenta Fernanda Montenegro como uma mulher que vive nas ruas e leva seu neto, Leandro, em uma experiência pela cidade.
- Inútil Paisagem: Sob a direção de José Padilha, um instrutor de asa-delta reflete sobre suas relações enquanto sobrevoa a Pedra Bonita.
- A Musa: Curta de Fernando Meirelles e Cesar Charlone, ambientado em Copacabana, foca em um escultor de areia inspirado por uma jovem no calçadão.
- Texas: Dirigido por Guillermo Arriaga, traz a história de um ex-lutador de boxe que se envolve em lutas clandestinas para pagar a cirurgia da esposa após um acidente.
O Milagre: Dirigido por Nadine Labaki, mostra um casal de atores que conhece um menino convencido de que recebe telefonemas de Jesus.
Uma visão plural do afeto
Diferente de coletâneas de romance tradicionais, Rio, Eu Te Amo busca explorar o amor em sentidos amplos, incluindo o afeto pela família, pela própria cidade e pela honra. O filme transita por diversos cenários icônicos, como o Pão de Açúcar, o Vidigal e a Ilha de Paquetá, apresentando desde dramas de casais em crise até encontros inusitados entre turistas e moradores locais.
A produção reuniu um time eclético de diretores internacionais, como o italiano Paolo Sorrentino, o norte-americano John Turturro e o sul-coreano Im Sang-soo, que trabalharam ao lado de talentos nacionais como Carlos Saldanha. Na época de seu lançamento, a crítica destacou que o filme conseguiu evitar que a premissa se tornasse apenas um “panfleto turístico”, embora a recepção do público tenha sido mista em relação à conexão entre os episódios.