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Prepare a pipoca! O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou oficialmente que o Tela Brasil, a nova plataforma pública de streaming do país, será lançada no próximo dia 30 de maio. Chamado pelo presidente de “Netflix brasileira”, o serviço terá como principal diferencial ser completamente gratuito e dedicado exclusivamente a produções audiovisuais nacionais.
O que esperar do catálogo?
A proposta do Ministério da Cultura, que coordena o projeto, é ampliar o acesso da população a filmes, documentários e curtas-metragens brasileiros. O foco principal recai sobre produções independentes que, embora circulem em festivais, muitas vezes encontram barreiras para atingir o grande público.
No lançamento, os usuários terão acesso a cerca de 500 obras (os números variam entre 447 e 555 títulos licenciados nas fontes). Para viabilizar esse acervo inicial, o governo investiu entre R$ 4,2 milhões e R$ 4,4 milhões no licenciamento das obras. O catálogo deve ser ampliado gradualmente, incluindo também obras seriadas e acervos de instituições parceiras como a Cinemateca Brasileira e a Funarte.
Como acessar?
Para garantir a integração com outras políticas digitais, o cadastro na plataforma será vinculado à conta gov.br. Além de estar disponível para o público geral, o Tela Brasil será uma ferramenta estratégica para a educação básica, facilitando o cumprimento da lei que determina a exibição de filmes nacionais nas escolas. Espaços como cineclubes, bibliotecas públicas e Pontos de Cultura também serão públicos-alvo prioritários.
Cinema e Cidadania
O projeto, concebido pela Secretaria do Audiovisual (SAV) em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), busca não apenas entreter, mas reafirmar a cidadania cultural e a diversidade regional, étnico-racial e de gênero do Brasil. O lançamento ocorre em um momento importante, enquanto o Congresso Nacional discute a regulamentação dos serviços de vídeo sob demanda (VOD) no país.
Com o recente destaque internacional de produções como “Ainda Estou Aqui”, o governo avalia que uma plataforma pública pode fortalecer ainda mais o mercado audiovisual nacional e dar visibilidade aos nossos talentos.