O fenômeno coreano Minha Filha é um Zumbi chega aos cinemas brasileiros trazendo uma receita convencional, mas inegavelmente eficiente. É aquele doce que segue todas as medidas do livrinho e fica agradável, mas não poderoso ou diferente o suficiente para ficar perpetuado na memória como algo único e devastador.
A obra dirigida por Pil Gam-Sung é ligeira ao entender as suas limitações e abraçar sem medo a origem de sua premissa; é uma história engraçada que fala sobre família e usa como pano de fundo o universo de zumbis para amarrar a trama e desenvolver os seus próprios dilemas sociais. E acerta ao não tentar ficar explicando mais do que seria possível justificar. Após um surto na cidade de Seul, Lee Jeong-hwan (Jo Jung-suk) tenta escapar com sua filha Lee Soo-ah (Choi Yu-ri) para o interior, onde mora sua mãe, mas, em uma cena que deixa um pouco a criatividade de lado e abusa da conveniência do roteiro, a garota acaba sendo mordida e se transformando em um zumbi. E aí começa a jornada principal do longa.
É preciso agora lidar com as adversidades. O pai começa então a tentar, de alguma forma, recuperar a consciência e a humanidade de sua amada filha, explorando a memória e a dança como ferramentas principais. Esse é desenhado para ser o grande esqueleto do filme e, sendo sincero, ensaia bons debates sobre preconceito e superação, mas, ao meu ver, explora muito pouco o vínculo dramático entre os dois personagens principais. As dinâmicas funcionam melhor nas piadas, apesar do exagero, do que nas passagens mais densas e perigosas.
Lembra da receita que eu comentei? Além do núcleo central, o alívio cômico se faz presente em quase todos os momentos. Eles são principalmente representados por Yoon Kyung-ho (Cho Dong-bae), amigo de infância de Lee Jeong-hwan, e sua mãe, Kim Bam-soon (Lee Jeong-eun), que rouba a cena completamente quando a produção consegue cumprir a missão do riso. Mas não só isso. Para mim, Kim Bam-soon é, de longe, a personagem que tem mais camadas desse universo. Ela transita entre o irracional cômico e o afetuoso papel de sustentação dessa família, ao mesmo tempo em que entrega indícios de solidão e resquícios de uma vida amargurada pelas perdas e dificuldades, e consegue desenvolver uma relação verdadeira e profunda com a personagem que, naquele momento, é quem mais é impactada pelo arco principal da trama.
Lee Jung-eun em cena do filme Minha Filha é um Zumbi (Divulgação: O2 Play)
Por outro lado, a personagem da renomada atriz Cho Yeo-jeong sofre, lamentavelmente, com um texto pouquíssimo inspirado e raso demais para os talentos que ela poderia entregar. Ela surge como um amor antigo que pouco agrega à trama, se emula como uma vilã sem motivações reais e mais parece uma peça que está ali para atrair público do que realmente para cumprir um papel importante dentro da obra. É mais um checkzinho necessário da receita, mas que agrega pouco ao trabalho final.
Se fosse possível resumir, eu diria que Minha Filha é um Zumbi vai muito bem quando abraça suas origens cômicas e desliza bastante quando tenta se levar a sério demais. Mas, ainda assim, é uma produção divertida, com uma fotografia muito bonita e que, com muita boa vontade, é capaz de entregar alguns debates sobre dinâmica familiar e social. Por outro lado, força demais em algumas passagens, extrapola relações com pouca profundidade, abusa de conveniências de roteiro e se torna previsível em todas as suas ações.
Você vai ver, rir em alguns momentos e se divertir com algumas das situações, mas dificilmente vai encontrar aqui algo que ultrapasse a experiência imediata da sessão. Minha Filha é um Zumbi conhece bem a receita que escolheu seguir e a executa com competência, mas raramente se arrisca a sair dela. É um filme que sabe exatamente o que quer entregar, porém seguro demais para deixar uma marca.
O fenômeno coreano Minha Filha é um Zumbi chega aos cinemas brasileiros trazendo uma receita convencional, mas inegavelmente eficiente. É aquele doce que segue todas as medidas do livrinho e fica agradável, mas não poderoso ou diferente o suficiente para ficar perpetuado na memória como algo único e devastador.
A obra dirigida por Pil Gam-Sung é ligeira ao entender as suas limitações e abraçar sem medo a origem de sua premissa; é uma história engraçada que fala sobre família e usa como pano de fundo o universo de zumbis para amarrar a trama e desenvolver os seus próprios dilemas sociais. E acerta ao não tentar ficar explicando mais do que seria possível justificar. Após um surto na cidade de Seul, Lee Jeong-hwan (Jo Jung-suk) tenta escapar com sua filha Lee Soo-ah (Choi Yu-ri) para o interior, onde mora sua mãe, mas, em uma cena que deixa um pouco a criatividade de lado e abusa da conveniência do roteiro, a garota acaba sendo mordida e se transformando em um zumbi. E aí começa a jornada principal do longa.
É preciso agora lidar com as adversidades. O pai começa então a tentar, de alguma forma, recuperar a consciência e a humanidade de sua amada filha, explorando a memória e a dança como ferramentas principais. Esse é desenhado para ser o grande esqueleto do filme e, sendo sincero, ensaia bons debates sobre preconceito e superação, mas, ao meu ver, explora muito pouco o vínculo dramático entre os dois personagens principais. As dinâmicas funcionam melhor nas piadas, apesar do exagero, do que nas passagens mais densas e perigosas.
Lembra da receita que eu comentei? Além do núcleo central, o alívio cômico se faz presente em quase todos os momentos. Eles são principalmente representados por Yoon Kyung-ho (Cho Dong-bae), amigo de infância de Lee Jeong-hwan, e sua mãe, Kim Bam-soon (Lee Jeong-eun), que rouba a cena completamente quando a produção consegue cumprir a missão do riso. Mas não só isso. Para mim, Kim Bam-soon é, de longe, a personagem que tem mais camadas desse universo. Ela transita entre o irracional cômico e o afetuoso papel de sustentação dessa família, ao mesmo tempo em que entrega indícios de solidão e resquícios de uma vida amargurada pelas perdas e dificuldades, e consegue desenvolver uma relação verdadeira e profunda com a personagem que, naquele momento, é quem mais é impactada pelo arco principal da trama.
Lee Jung-eun em cena do filme Minha Filha é um Zumbi (Divulgação: O2 Play)
Por outro lado, a personagem da renomada atriz Cho Yeo-jeong sofre, lamentavelmente, com um texto pouquíssimo inspirado e raso demais para os talentos que ela poderia entregar. Ela surge como um amor antigo que pouco agrega à trama, se emula como uma vilã sem motivações reais e mais parece uma peça que está ali para atrair público do que realmente para cumprir um papel importante dentro da obra. É mais um checkzinho necessário da receita, mas que agrega pouco ao trabalho final.
Se fosse possível resumir, eu diria que Minha Filha é um Zumbi vai muito bem quando abraça suas origens cômicas e desliza bastante quando tenta se levar a sério demais. Mas, ainda assim, é uma produção divertida, com uma fotografia muito bonita e que, com muita boa vontade, é capaz de entregar alguns debates sobre dinâmica familiar e social. Por outro lado, força demais em algumas passagens, extrapola relações com pouca profundidade, abusa de conveniências de roteiro e se torna previsível em todas as suas ações.
Você vai ver, rir em alguns momentos e se divertir com algumas das situações, mas dificilmente vai encontrar aqui algo que ultrapasse a experiência imediata da sessão. Minha Filha é um Zumbi conhece bem a receita que escolheu seguir e a executa com competência, mas raramente se arrisca a sair dela. É um filme que sabe exatamente o que quer entregar, porém seguro demais para deixar uma marca.
O fenômeno coreano Minha Filha é um Zumbi chega aos cinemas brasileiros trazendo uma receita convencional, mas inegavelmente eficiente. É aquele doce que segue todas as medidas do livrinho e fica agradável, mas não poderoso ou diferente o suficiente para ficar perpetuado na memória como algo único e devastador.
A obra dirigida por Pil Gam-Sung é ligeira ao entender as suas limitações e abraçar sem medo a origem de sua premissa; é uma história engraçada que fala sobre família e usa como pano de fundo o universo de zumbis para amarrar a trama e desenvolver os seus próprios dilemas sociais. E acerta ao não tentar ficar explicando mais do que seria possível justificar. Após um surto na cidade de Seul, Lee Jeong-hwan (Jo Jung-suk) tenta escapar com sua filha Lee Soo-ah (Choi Yu-ri) para o interior, onde mora sua mãe, mas, em uma cena que deixa um pouco a criatividade de lado e abusa da conveniência do roteiro, a garota acaba sendo mordida e se transformando em um zumbi. E aí começa a jornada principal do longa.
É preciso agora lidar com as adversidades. O pai começa então a tentar, de alguma forma, recuperar a consciência e a humanidade de sua amada filha, explorando a memória e a dança como ferramentas principais. Esse é desenhado para ser o grande esqueleto do filme e, sendo sincero, ensaia bons debates sobre preconceito e superação, mas, ao meu ver, explora muito pouco o vínculo dramático entre os dois personagens principais. As dinâmicas funcionam melhor nas piadas, apesar do exagero, do que nas passagens mais densas e perigosas.
Lembra da receita que eu comentei? Além do núcleo central, o alívio cômico se faz presente em quase todos os momentos. Eles são principalmente representados por Yoon Kyung-ho (Cho Dong-bae), amigo de infância de Lee Jeong-hwan, e sua mãe, Kim Bam-soon (Lee Jeong-eun), que rouba a cena completamente quando a produção consegue cumprir a missão do riso. Mas não só isso. Para mim, Kim Bam-soon é, de longe, a personagem que tem mais camadas desse universo. Ela transita entre o irracional cômico e o afetuoso papel de sustentação dessa família, ao mesmo tempo em que entrega indícios de solidão e resquícios de uma vida amargurada pelas perdas e dificuldades, e consegue desenvolver uma relação verdadeira e profunda com a personagem que, naquele momento, é quem mais é impactada pelo arco principal da trama.
Lee Jung-eun em cena do filme Minha Filha é um Zumbi (Divulgação: O2 Play)
Por outro lado, a personagem da renomada atriz Cho Yeo-jeong sofre, lamentavelmente, com um texto pouquíssimo inspirado e raso demais para os talentos que ela poderia entregar. Ela surge como um amor antigo que pouco agrega à trama, se emula como uma vilã sem motivações reais e mais parece uma peça que está ali para atrair público do que realmente para cumprir um papel importante dentro da obra. É mais um checkzinho necessário da receita, mas que agrega pouco ao trabalho final.
Se fosse possível resumir, eu diria que Minha Filha é um Zumbi vai muito bem quando abraça suas origens cômicas e desliza bastante quando tenta se levar a sério demais. Mas, ainda assim, é uma produção divertida, com uma fotografia muito bonita e que, com muita boa vontade, é capaz de entregar alguns debates sobre dinâmica familiar e social. Por outro lado, força demais em algumas passagens, extrapola relações com pouca profundidade, abusa de conveniências de roteiro e se torna previsível em todas as suas ações.
Você vai ver, rir em alguns momentos e se divertir com algumas das situações, mas dificilmente vai encontrar aqui algo que ultrapasse a experiência imediata da sessão. Minha Filha é um Zumbi conhece bem a receita que escolheu seguir e a executa com competência, mas raramente se arrisca a sair dela. É um filme que sabe exatamente o que quer entregar, porém seguro demais para deixar uma marca.
O fenômeno coreano Minha Filha é um Zumbi chega aos cinemas brasileiros trazendo uma receita convencional, mas inegavelmente eficiente. É aquele doce que segue todas as medidas do livrinho e fica agradável, mas não poderoso ou diferente o suficiente para ficar perpetuado na memória como algo único e devastador.
A obra dirigida por Pil Gam-Sung é ligeira ao entender as suas limitações e abraçar sem medo a origem de sua premissa; é uma história engraçada que fala sobre família e usa como pano de fundo o universo de zumbis para amarrar a trama e desenvolver os seus próprios dilemas sociais. E acerta ao não tentar ficar explicando mais do que seria possível justificar. Após um surto na cidade de Seul, Lee Jeong-hwan (Jo Jung-suk) tenta escapar com sua filha Lee Soo-ah (Choi Yu-ri) para o interior, onde mora sua mãe, mas, em uma cena que deixa um pouco a criatividade de lado e abusa da conveniência do roteiro, a garota acaba sendo mordida e se transformando em um zumbi. E aí começa a jornada principal do longa.
É preciso agora lidar com as adversidades. O pai começa então a tentar, de alguma forma, recuperar a consciência e a humanidade de sua amada filha, explorando a memória e a dança como ferramentas principais. Esse é desenhado para ser o grande esqueleto do filme e, sendo sincero, ensaia bons debates sobre preconceito e superação, mas, ao meu ver, explora muito pouco o vínculo dramático entre os dois personagens principais. As dinâmicas funcionam melhor nas piadas, apesar do exagero, do que nas passagens mais densas e perigosas.
Lembra da receita que eu comentei? Além do núcleo central, o alívio cômico se faz presente em quase todos os momentos. Eles são principalmente representados por Yoon Kyung-ho (Cho Dong-bae), amigo de infância de Lee Jeong-hwan, e sua mãe, Kim Bam-soon (Lee Jeong-eun), que rouba a cena completamente quando a produção consegue cumprir a missão do riso. Mas não só isso. Para mim, Kim Bam-soon é, de longe, a personagem que tem mais camadas desse universo. Ela transita entre o irracional cômico e o afetuoso papel de sustentação dessa família, ao mesmo tempo em que entrega indícios de solidão e resquícios de uma vida amargurada pelas perdas e dificuldades, e consegue desenvolver uma relação verdadeira e profunda com a personagem que, naquele momento, é quem mais é impactada pelo arco principal da trama.
Lee Jung-eun em cena do filme Minha Filha é um Zumbi (Divulgação: O2 Play)
Por outro lado, a personagem da renomada atriz Cho Yeo-jeong sofre, lamentavelmente, com um texto pouquíssimo inspirado e raso demais para os talentos que ela poderia entregar. Ela surge como um amor antigo que pouco agrega à trama, se emula como uma vilã sem motivações reais e mais parece uma peça que está ali para atrair público do que realmente para cumprir um papel importante dentro da obra. É mais um checkzinho necessário da receita, mas que agrega pouco ao trabalho final.
Se fosse possível resumir, eu diria que Minha Filha é um Zumbi vai muito bem quando abraça suas origens cômicas e desliza bastante quando tenta se levar a sério demais. Mas, ainda assim, é uma produção divertida, com uma fotografia muito bonita e que, com muita boa vontade, é capaz de entregar alguns debates sobre dinâmica familiar e social. Por outro lado, força demais em algumas passagens, extrapola relações com pouca profundidade, abusa de conveniências de roteiro e se torna previsível em todas as suas ações.
Você vai ver, rir em alguns momentos e se divertir com algumas das situações, mas dificilmente vai encontrar aqui algo que ultrapasse a experiência imediata da sessão. Minha Filha é um Zumbi conhece bem a receita que escolheu seguir e a executa com competência, mas raramente se arrisca a sair dela. É um filme que sabe exatamente o que quer entregar, porém seguro demais para deixar uma marca.